Onde Usar Reúso e Onde Não Usar — a Conta que Economiza Sem Criar Problema
Boa parte do que uma obra consome de água não precisa ser potável. Molhar pista para compactar solo, abater poeira, lavar pátio, lavar roda de caminhão na saída, testar impermeabilização de laje — nada disso entra em contato com pessoa nem com alimento. Usar água tratada nesses casos é pagar caro por uma qualidade que ninguém vai aproveitar.
No Distrito Federal a conta é ainda mais clara. A água potável no ponto de abastecimento da CAESB custa R$ 21,47 por metro cúbico, valor da tabela oficial vigente de junho de 2025 a maio de 2026. Numa obra que consome 100 m³ por mês em umidificação de pista, trocar potável por reúso muda o custo de forma sensível — e não altera em nada o resultado técnico.
O que não muda é a regra do transporte. A Portaria GM/MS nº 888/2021 proíbe transportar água potável em tanque que tenha carregado outro tipo de carga. Isso significa que reúso e potável nunca andam no mesmo equipamento — quem oferece os dois no mesmo tanque está violando a norma, e a água potável dele já não é confiável.